Nunca na minha vida, em 19 anos, escrevi o quer que fosse para ti, pai. Se escrevi talvez tivesse sido na escolinha quando me pediam para falar sobre o meu herói. Todos os meus amigos falam do super-homem, e de todos os desenhos animados que se pode imaginar, mas eu não, se tinha um herói eras tu... Mas que me lembre não sei o que possa ter escrito.
Bem, nem sei o que dizer. Neste momento eu dizer, dizia-te muito coisa, pois a minha vida tornou-se um caus desde á pouco e não tenho ninguém que me compreenda realmente. Vendo os caminhos que percorri e tudo que já fiz e abdiquei, a tua partida é muito reflectida nisso.
Quando te perdi, perdi-me a mim. E perdi-me mesmo. Novos vícios, saída da escola, mais tarde saída de casa... Que mais pode ainda acontecer?
Deus é ingrato, tirou-me o meu pai só para ter mais um anjo e eu que me aguente assim...





